terça-feira, 22 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
OBRAS DA CASA MUSEU DOS PATUDOS EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


A iniciativa apresenta e divulga algumas das mais belas e surpreendentes obras de arte sacra, muitas das quais raramente acessíveis ao olhar do público.
Alpiarça também está representada nesta exposição, através de obras da Casa Museu dos Patudos.
Para esta exposição foram reunidas cerca de 50 peças de arte sobre as temáticas do Ciclo da Vida da Virgem e de Jesus Menino.
Iluminura, pintura e escultura, de produção nacional ou importada - França, Itália e Norte da Europa - põem em evidência mútuas influências ou rupturas estéticas entre correntes e artistas, na abordagem do tema Ciclo da Vida da Virgem e de Jesus Menino.
Na pintura, artistas portugueses como Francisco Henriques, Josefa de Óbidos ou André Reinoso, contracenam com alguns dos mais reconhecidos artistas franceses, italianos e flamengos, tais como Laurent de La Hyre, Perugino, Francesco Trevisoni, Ambrosius Benson ou o Mestre Hal Lengahs.
De destacar a introdução da temática do Presépio, abordado em diferentes suportes e materiais, como a madeira, a prata, o marfim e a terracota. As obras de Machado de Castro, pela singularidade da sua criação e pela qualidade de execução merece particular destaque.
A exposição está patente de 3 de Dezembro a 10 de Janeiro de 2010. Os horários são os seguintes:
Núcleo de escultura e pintura (Galeria das Jaulas):
3.ª a 6.ª : 14h00-17h30
Sábado e Domingo: 10h00-18h00
Núcleo de pintura e iluminura (Galeria do Palácio de Belém)
Sábado e Domingo: 10h00-18h00
O acesso à exposição é livre, integrando a visita ao Museu.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Alpiarça dos Inícios do Século XX - A Rua Direita

Depois de uma ausência motivada por questões profissionais voltamos a descobrir mais um pouco da nossa história.
Através da foto do cliché de Joaquim Pratas podemos “visitar Alpiarça” dos inícios do século XX. Aqui podemos observar a “minha rua”, a rua José Relvas ou Rua Direita, na zona da Escola Primária Visconde Barroso.
Nesta época Alpiarça vivia o alvor dos ideais republicanos, foi palco nos últimos anos da Monarquia de vários comícios de propaganda republicana contra a ditadura de João Franco.
Para o povo em geral, a ideia de República era o sair de uma crise, uma cíclica miséria que há data existia em Portugal.
Alpiarça, em inícios do século XX, via-se afectada por uma crise vinícola; havia um excesso de produção de vinho, em resultado do grande plantio após o combate da “Filoxera” doença que no século XIX arrasou as vinhas ribatejanas.
Devido à grande produção, o vinho tinha preços muito baixos e era pedido por parte dos agricultores que o vinho fosse comercializado a preços mais elevados, medida que a Monarquia não conseguia resolver.
Em toda a região existia crise de trabalho, os salários eram baixos, havia fome e pobreza e tanto para os lavradores como para os trabalhadores, a república era sinónimo de melhores dias e resolução de todos os problemas da população.
Em 1907 “o grito de guerra” pela República parte de Alpiarça e depressa chega a várias povoações rurais.
Quando João Franco pretende impor ao país a sua política económica vários cidadãos de Alpiarça fazem frente e uma grande resistência pelos campos da Estremadura.
Em 1907, aquando da jornada republicana pelo Ribatejo, é em Alpiarça a 13 de Junho, que se dá uma das maiores recepções feitas aos republicanos: João Chagas, Alexandre Braga, António José de Almeida, Bernardino Machado e João Menezes.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Património Arqueológico - " A Cerâmica de Alpiarça"

Alpiarça é sem sombra de dúvida uma região muito rica em património arqueológico. Há ainda muito por descobrir em todo o concelho. Só com estudo e investigação poderemos realmente ter o máximo de informação para o conhecimento efectivo da História Antiga de Alpiarça.
Em Alpiarça conhecem-se necrópoles da Idade do Bronze Final, são as estações do Tanchoal e do Meijão. Do panorama cultural que estas duas estações nos transmitem, destaca-se o substrato autóctone, principalmente no que diz respeito à Idade do Bronze do Sudoeste.
O ritual funerário que se utilizava nestas necrópoles, era a incineração, as cinzas daí resultantes, eram colocadas em urnas de cerâmica. É neste ritual que está a diferença, sem antecedentes locais, que poderá ser explicada como consequência de contributos de outros povos que vieram, por via continental, até estas paragens.
Os campos de urnas (necrópoles) apresentam materiais cerâmicos (urnas onde se faziam as incinerações) na sua maioria de englobe cinzento-escuro, apresentando diversas formas, estas urnas encontradas nestas estações, deram origem à designação de “cerâmica de Alpiarça” e também de “Cultura de Alpiarça”, que é conhecida por todos os investigadores de Arqueologia.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O Paleolítico Inferior na Região de Alpiarça
Biface micoquense
Proveniência: Milharós. Alpiarça
Cronologia: Paleolítico Inferior
Tipologia: Biface em quartzito
Dimensão: largura 8,3 espessura 5,2 comprimento 21,6
Categoria: Paleolítico
Nº de inventário: 2001.58.1
Museu Nacional de Arqueologia
Cronologia: Paleolítico Inferior
Tipologia: Raspador em quartzito
Dimensão: largura 6,52 cm espessura 3,76 cm comprimento 12,94 cm
Categoria: Paleolítico
Nº de inventário: 2001.59.1
Museu Nacional de Arqueologia
A presença humana nesta região data de há mais de 100.000 anos. Os terraços fluviais do Tejo junto à vila fazem dela uma zona importante no estudo do Quaternário. Na zona do Vale do Forno foram encontrados depósitos e indústrias líticas datáveis do Paleolítico Inferior. Foram também descobertos vestígios de flora que talvez sejam anteriores à glaciação de Wurm, quando o vale do Tejo era uma planície húmida e verdejante talvez com algumas semelhanças ao clima actual.
A zona do Vale do Forno já é conhecida desde os anos quarenta, mas só nos anos oitenta é que começaram os trabalhos arqueológicos na zona de Milharós.
Na estação do Vale do Forno estão representadas a indústria “clacto-abbevilense”, atribuída ao Acheulense Antigo, com bifaces pouco evoluídos e machados primitivos. Os materiais associados ao Acheulense Médio estão representados na camada 4, 5 e 6, pertencentes ao período interglaciar Mindel-Riss. Existem ainda utensílios considerados Micoquenses, atribuídos ao período final do Acheulense. Deste período há a destacar a presença de bifaces tipologicamente muito evoluídos, machados primitivos, mas tecnicamente bem executados. Destacam-se ainda a presença de utensílios sobre lasca (idênticos aos do Paleolítico Superior).
Os locais arqueológicos de Alpiarça são de grande importância, pois os artefactos foram não só encontrados à superfície, como também no local original da deposição.
Os artefactos com maior destaque são os bifaces (24) e os machados (13) em quartzite. Contudo, foram também encontrados um pequeno biface em sílex e outros artefactos como: raspadores, denticulados, entalhes todos sobre lasca, raspadores sobre seixo talhado núcleos e lascas.
Na região de Alpiarça podemos destacar, em relação a este período, as seguintes estações arqueológicas: Vale do Forno, Barreiro do Tojal, Vale da Caqueira, Quinta do Outeiro, Vale da Atela, Barreira da Gouxa e Vale dos Extremos.